23-11-2011 Crise não afasta cenário de crescimento

Principais seguradoras revelam bons desempenhos na sua actividade.

Apesar da crise e das consequências que a mesma está a implicar no sector, as seguradoras contactadas pelo Diário Económico mostram boas performances e boas perspectivas para o futuro. A Fidelidade Mundial Império Bonança, do Grupo Caixa dominam o sector e têm, em conjunto, perto de 2,4 milhões clientes.

José Quintero, administrador das duas companhias, confessa esperar “reduzir o rácio combinado - conjugação dos vários ramos - em três pontos para 103,4%, confirmando a tendência de melhoria dos resultados técnicos do negócio Não Vida”. Em relação à variação da receita, estima que seja “ligeiramente negativa este ano (-2,4%) em Não Vida e mais expressiva em Vida (-35%) ”. O responsável espera que no final do ano, as seguradoras tenham uma quota de mercado conjunta de 33%, esperando atingir um volume de 1,055 mil milhões no negócio Não Vida e de 3150 milhões no negócio Vida.

Com mais de 800 pontos de contacto em todo o País e uma quota de mercado de 7% no segmento Não Vida e de 1% no segmento Vida, a Zurich é o 5º maior segurador do País, tendo mais de 600 mil clientes. António Bico, CEO da companhia afirma que em 2010 houve “uma evolução diferenciada, na qual a produção no ramo Vida cresceu acima de 4% para cerca de 80 milhões de euros, enquanto a não Vida, cifrou-se acima de 290 milhões de euros”.

A Ocidental Vida tem está com uma performance acima do mercado, “o que lhe permitiu reforçar a sua quota, situada em Setembro deste ano nos 14,7%”, refere Gustavo Barreto, director de marketing do Millenniumbcp Ageas, que gere a marca Ocidental. O responsável informa que a seguradora tem acima de 1,8milhões de clientes.

No que toca à Ocidental Seguros, registou em 2010 um crescimento de 1,8%emvolumede prémios, registando uma quota de mercado de 5,4% e um total de cerca de um milhão de clientes.

Comum a quota de mercado em2010, de 7,4% no ramo Não Vida e de 2,4% no ramo Vida, a Açoreana Seguros “atingiu 271.328 mil euros de prémios brutos emitidos no final do primeiro semestre de 2011, um valor que corresponde a decréscimo de 9,9% face a período homólogo”, informa Diogo da Silveira, presidente, que revela estimar para 2011 um volume de 470,3 milhões de euros.

Já a Generali espera chegar ao fim do ano com uma produção de cerca de 180 milhões de euros, no conjunto dos ramos Vida e não Vida, onde tem 20mil clientes e uma quota de 0,5% e 280 mil clientes uma quota de 3,5%, respectivamente. Santi Cianti, administrador, diz que a Generali “está a apresentar um crescimento global próximo dos 5%, com a produção do ramo Vida a atingir os 27milhões em Outubro e a produçãoNãoVida a crescer perto de 6%, para cerca de 107 milhões.

Fonte: Especial quem é quem nos seguros, Diário Económico

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